Hellooooooooooooooooooooooooooooooooo

terça-feira, 17 de setembro de 2013

E a gente procura por todo lado, como um filho desaparecido, como nosso filhote, como uma agulha no palheiro, como o prêmio do chocolate. Tentamos achar nos meados das músicas, em frases soltas pelo ar, em pensamentos variados durante o horário de trabalho, nos poemas, no livros, nos sorrisos, na livraria, no café, no chá, na hora do almoço... Procuramos incessantemente por explicação, por definição, por razão, por sentir, por querer, por poder... Existe teoria? Na música que traduz, no filme que expõe, na alegria intensa das crianças, na paz dos idosos, no sorriso do seu chefe mal humorado, nos olhares das pessoas, nos perfumes das flores, no silêncio do seu quarto, no escuro da sala... Então seguimos procurando, mas tudo o que queremos realmente é não ter mais que procurar e enfim, um dia pousar, em um só abraço, para sempre... 


...

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Eu queria

Eu queria ser de aço, de ferro, uma pedra, uma rocha, dura, áspera, fria, gelada, de mármore.

E essas lágrimas que insistem em cair? E esse coração que insiste em apertar?

Não, eu não queria ser eu.

sábado, 17 de agosto de 2013

11 anos sem ela

Para minha irmã de alma, Barbarety, que ontem, chorou e hoje sorri!

E ontem eu chorei. Um choro calado, angustiado, imediato, sufocado, escondido, triste... E escondida no canto do sofá da sala eu me lembrei deles: “Não chora, vai passar”, eu dizia pra elas, abraçando-as forte, dando beijinho no machucado, desesperada por dentro e fingindo não estar abalada por fora. “Vai passar” eu repetia... Uma delas virou pra mim e disse: “tia, eu só tô chorando porque tá doendo as ver chorando...” Pensativa, calei.
E agora eu tô aqui, sem ninguém pra falar que vai passar, porque meu choro é por ver você chorar, e isso dói, aqui dentro.

Tudo bem...

Vai passar... 

domingo, 11 de agosto de 2013

Eu espero

Eu espero...

Eu espero que você não me ache estranha, que não condene se eu sempre quiser dormir mais durante a semana e acordar às 5:00 da manhã no domingo num pulo e ir lavar louça. Que não reclame comigo, caso eu fique apenas sentada naquela sua festa da empresa e te tire pra dançar quando chegarmos em casa. Que nunca enjoe da minha falta de mau humor matinal, dos meus abraços apertados a qualquer hora do dia, de querer sempre dormir entrelaçada mesmo no calor... Que saiba que nunca te direi “eu te amo”, e sim, “Eu amo você” com cores, pausas, suspiros, gosto e cheiro. Que não estranhe se eu sair de cara lavada para aquele jantar importante ou que coloque um batom vermelho logo cedo para ir trabalhar... Que não ache ruim os meus incensos, as minhas músicas, os meus livros... Que entenda que eu não gosto de restaurantes, elevadores e aviões... Que não se importe se eu arrumar suas camisas por cores, que goste da minha risada, que nunca queira me ver de salto alto... Que não se assuste se eu for dormir morena e acordar ruiva, que ache engraçado a minha mania por potes de plástico, que não censure os meus rabiscos nos livros. Eu espero que me ame assim, sem rir do meu choro, do meu coração bobo, dos meus gestos atrapalhados, da minha indignação, da minha aflição.


Pode ir, pode demorar, tudo bem, eu espero... Droga, a vela acabou... 

sábado, 13 de julho de 2013

Pés descalços

Sabe, eu sempre acreditei que em algum lugar, não importava onde, haveria  um par de sapatos perfeito pra gente. Aquele par que caberia impecavelmente nos nossos pés, sem apertar, sem ser folgado, enfim, perfeito. Que fosse macio, que combinasse com todos os lugares, se adaptasse a qualquer clima da estação, que suportasse tudo, que nunca se gastasse, pois sendo ele perfeito, ficaria a cada dia mais bonito e mais adequado, mais encaixado pra gente. Aquele par de sapatos que não faz criar calo na gente, que não machuca o nosso pé, que ficaríamos com ele o dia todo e ainda sim ele estaria ali, macio e confortável pra gente. Acontece que eu acho que esse par de sapatos não existe (é, acho, pois dizem que a esperança é a última a morrer né?), e esse não existe implica em dizer que as dores nos meus pés, os calos, os estragos chegaram a ficar muito intensos. Logo comigo, que não ligo pra sapato bonito, alto, fino, de marca, na moda, nada disso... E mesmo assim, os pares me machucaram, e eu desisti. Desisti de querer um par de sapatos perfeito. De agora em diante, só andarei descalça, talvez assim, eu preste mais atenção pelos lugares por onde ando e como resultado tenha menos machucados nos pés, e se machucá-los, culparei a mim e não aos pobres pares de sapatos. É, seria fácil se eu realmente estivesse falando de sapatos e não de amor. Porque assim como o sapato perfeito, o amor também não machuca.

"Já escolhi meu sapato que não vai mais me apertar." Raul Seixas 

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Fiz o chá, acendi o incenso, coloquei a música... Mas o importante era a hora... Era domingo, por volta das 18:00 horas... O Sol se pondo, vermelho, sereno... Tudo tão calmo lá fora, tudo tão confuso aqui dentro... A casa, as roupas, a louça, a cama... Tudo arrumado, organizado, digo até que: impecável! E aqui dentro? Uma bagunça! Quis então arrumar aqui dentro também, neutralizar tudo, zerar, apagar, resetar e deletar... Tentei, eu juro, mas falhei... A verdade é que sou uma bagunça infinita de 26 anos! Sim, acho que essas palavras me definiram bem. E elas ficaram ecoando na casa vazia, insistiram em ecoar solitárias e em câmera lenta: “uma bagunça aos 26 anos...” Pego a xícara com o chá, a música tocando, olho pela janela, fico admirando as cores do por do sol, sinto o cheiro do incenso se instalando na minha alma, as cores do por do sol refletidas no meu chá, a música me fazendo sorrir e digo: “uma bagunça, desde sempre, aqui dentro”. 

sábado, 8 de junho de 2013

E dizem por aí...

E eu tenho uma dificuldade imensa de falar como eu sou, quem eu sou, porque eu sou, mas de qualquer maneira, acredito que sempre estamos fazendo essas pequenas grandes procuras e descobertas dentro da gente. E aí uma música vai nos definindo, uma poesia vai nos revelando, um choro vai limpando, um sorriso vai iluminando, um filme vai escrevendo a nossa vida, um sabor vai descrevendo um momento, uma frase aquece o coração e palavras vão surgindo e a gente vai se descrevendo e escrevendo... escrevendo...

E ela gosta de: jujuba, café, pão de queijo, alfajor, biscoito recheado, maçã, chá, leite, paçoca, pipoca, farinha, pizza, suco de caju, melão, ervilha e sopa.

E ela gosta de ouvir em desordem: Alanis, Cat Power, Mallu, Marcelo, Adriana, Marisa, Los Hermanos, Radiohead, Marina, Gal, Raul, Legião, Tom, Soko, Biquíni, Engenheiros, Nando, Cássia, Zélia, Belle and Sebastian, Smiths, The cure, New order (bom, vou parar por aqui, a lista é enorme...)  

E ela gosta de coisas bonitas, simples, belas, de giz de cera, papel reciclável, tesoura, fotos, momentos, minutos, sensações, canções, esmaltes, sorrisos, óculos, livros, incensos, cozinha, organização, cores, flores, roxo, azul, amarelo e azul, all star, sapatilhas, batom, rímel, leveza, brisa, bilhetes, palavras, ações.

E ela tem: os melhores amigos e amigas do mundo, uma irmã linda e maravilhosa, uma mãe linda e arretada, um pai que é um eterno adolescente, uma família barulhenta, um quarto silencioso, uma risada engraçada e boba, muitos sonhos e muito amor no coração.

E ela tem muitos defeitos: é desengonçada, chata, míope, tem mania de perguntas e explicações, avoada, muito avoada...


Mas sempre me dizem que ela não existe, que ela não vive aqui, que ela não existe aqui... Seria fácil se ela, não fosse eu... 

domingo, 2 de junho de 2013

Eu espero alguém

Mais um domingo, e eu ainda muito ocupada... Mas mesmo com esses dias meio cheios, meio vazios, meio incompleto (hã, meio incompleto?), é! Como se fosse a metade do cheio, a duplicação do incompleto... Enfim, hoje eu decidi vir por aqui pra não escrever! Isso mesmo, serei breve, porque hoje, eu quero apenas deixar um texto que li, um texto lindo, que me encantou por sua essência aflorada, por seu amor explicito, na verdade, pela sua espera do amor... Já o li tantas vezes... E a cada leitura ele me encanta, me revela, me expõe, me centra, me faz errante, me faz certa, me faz ter esperança e faz acreditar! Mas principalmente, ele faz meu coração bater forte e a minha alma levitar...

Boa leitura,

Bom domingo! 

Eu espero alguém que não desista de mim mesmo quando já não tem interesse. Espero alguém que não me torture com promessas de envelhecer comigo, que realmente envelheça comigo. Espero alguém que se orgulhe do que escrevo, que me faça ser mais amigo dos meus amigos e mais irmão dos meus irmãos. Espero alguém que não tenha medo do escândalo, mas tenha medo da indiferença. Espero alguém que ponha bilhetinhos dentro daqueles livros que vou ler até o fim. Espero alguém que se arrependa rápido de suas grosserias e me perdoe sem querer. Espero alguém que me avise que estou repetindo a roupa na semana. Espero alguém que nunca abandone a conversa quando não sei mais falar. Espero alguém que, nos jantares entre os amigos, dispute comigo para contar primeiro como nos conhecemos. Espero alguém que goste de dirigir para nos revezarmos em longas viagens. Espero alguém disposto a conferir se a porta está fechada e o café desligado, se meu rosto está aborrecido ou esperançoso. Espero alguém que prove que amar não é contrato, que o amor não termina com nossos erros. Espero alguém que não se irrite com a minha ansiedade. Espero alguém que possa criar toda uma linguagem cifrada para que ninguém nos recrimine. Espero alguém que arrume ingressos de teatro de repente, que me sequestre ao cinema, que cheire meu corpo suado como se ainda fosse perfume. Espero alguém que não largue as mãos dadas nem para coçar o rosto. Espero alguém que me olhe demoradamente quando estou distraído, que me telefone para narrar como foi seu dia. Espero alguém que procure um espaço acolchoado em meu peito. Espero alguém que minta que cozinha e só diga a verdade depois que comi. Espero alguém que leia uma notícia, veja que haverá um show de minha banda predileta, e corra para me adiantar por e-mail. Espero alguém que ame meus filhos como se estivesse reencontrando minha infância e adolescência fora de mim. Espero alguém que fique me chamando para dormir, que fique me chamando para despertar, que não precise me chamar para amar. Espero alguém com uma vocação pela metade, uma frustração antiga, um desejo de ser algo que não se cumpriu, uma melancolia discreta, para nunca ser prepotente. Espero alguém que tenha uma risada tão bonita que terei sempre vontade de ser engraçado. Espero alguém que comente sua dor com respeito e ouça minha dor com interesse. Espero alguém que prepare minha festa de aniversário em segredo e crie conspiração dos amigos para me ajudar. Espero alguém que pinte o muro onde passo, que não se perturbe com o que as pessoas pensam a nosso respeito. Espero alguém que vire cínico no desespero e doce na tristeza. Espero alguém que curta o domingo em casa, acordar tarde e andar de chinelos, e que me pergunte o tempo antes de olhar para as janelas. Espero alguém que me ensine a me amar porque a separação apenas vem me ensinando a me destruir. Espero alguém que tenha pressa de mim, eternidade de mim, que chegue logo, que apareça hoje, que largue o casaco no sofá e não seja educado a ponto de estendê-lo no cabide. Espero encontrar uma mulher que me torne novamente necessário.

Fabrício Carpinejar 

domingo, 26 de maio de 2013

"Take my Heart"

Ah seu domingo, por que motivo o senhor tá querendo ir embora tão rápido? Eu não deveria escrever isso aqui... Não hoje... Afinal, tenho tantas outras coisas “mais sérias” pra escrever: o tcc, o artigo, a resenha, os planos, a lista de compras, os sonhos... Bem, digamos que os sonhos eu deixo aqui dentro mesmo! Mas a verdade, é que existem os prazos, o tempo, os limites, e tudo que eu queria realmente era só continuar ouvindo minhas músicas até o domingo acabar... Mas não posso, pois existem os prazos, ah, os prazos e o tempo, ah, o tempo... Mas voltando a música, queria compartilhar uma música... Uma música Tão simples, tão linda, tão sensível, tão pura, tão real, tão imaginária... tão...
Parte superior do formulário
E eu só desejo que um dia a gente possa dar o nosso coração a Alguém e cuidar do coração desse outro Alguém, também!

            E então existia os prazos... O tempo... 


<3

segunda-feira, 13 de maio de 2013

sempre amor, amor sempre


Um dia nós faremos uma tatuagem, eu escreverei com a sua letra “amor sempre” e você escreverá com a minha letra “sempre amor”, assim mesmo, igual e diferente, sem preposição nenhuma “para” que um dia seja “para sempre amor” um “amor para sempre”. Um dia... 


quarta-feira, 1 de maio de 2013


Êta menina doida... Insiste em achar um amor, quando ele sempre esteve junto a ela, dentro do próprio coração, fazendo cócegas no próprio estômago, formigando as bochechas, fazendo com que ela fique rindo desatinadamente... Ah, menina doida, sonha sozinha, faz e desfaz planos, viagens, organiza e bagunça tudo, escreve e apaga. Ler o escrito e o não escrito, sim, ela gosta muito mais das entrelinhas, das palavras que não foram escritas, do que não foi dito, e assim, tudo vai existindo só pra ela. Oxi menina desatinada! Tenha calma, o que for pra ser, será!
E então, eis que um dia eu tive que aprender a controlar aquela náusea doce.

________



domingo, 7 de abril de 2013

Acabar


Desculpa, é a única coisa que penso em falar a você. Não sei exatamente qual foi o momento em que nos perdemos de nós, que você se perdeu de mim e eu de você.... Eu sei que nesse labirinto da vida nós nos distanciamos, nos apertamos, nos angustiamos tanto, sofremos tanto. Eu sei, nesses meses em que passamos juntxs, você nunca me faltou com amor, carinho e querer. Eu sei... Mas em algum momento, tudo ficou demais e você sabe que eu gosto das coisas leves e brandas... Que o meu idealismo de amor é esse: tudo muito leve, calmo, como o sentir da brisa no rosto em uma manhã de domingo.
Não consegui, tentei, eu juro... Mas em algum momento ficou insustentável demais, pesado demais, forte demais, e não sei se por prudência ou covardia, achei melhor chegar ao fim. Eu sei que é difícil, que dói um bocado essa quebra de costumes que criamos juntxs, das não mensagens, sem visitas, sem beijos, sem você, sem mim. Novamente peço desculpas se não pude superar as diferenças, elas eram tantas né? E você sabia, e eu sabia... 

sábado, 23 de março de 2013

E quem irá dizer que não existe razão?


Ontem foi sexta, e quase todas as sextas pedem um bocado de descanso, sorrisos acompanhados com cerveja e companhia boa. E ontem, como nas minhas últimas sextas eu tive essas coisas que se espera desse dia. Diante das conversas, e de algumas garravas de cerveja já vazias eu comecei a pensar o porquê a grande maioria das minhas respostas para as perguntas que eles estavam me fazendo era um grande NÃO SEI. Logo eu, que tendo definir tudo o que acontece na minha cabeça... Que sou sempre assim: “hoje eu tô meio triste, ah, deve ser saudade, a minha cabeça tá doendo tanto... droga, dormi demais!” Logo eu, a que sempre arrumo uma causa e uma consequência, me vi assim, sentada numa mesa de bar, um pouco bêbada, sorrindo mais do que já é de costume, e simplesmente responde muitos NÃO SEI”.
Logo você? A minha amiga questiona... Ora, ora, engraçado isso não é? Ela exclama! E rindo, hoje, completamente sóbria, num sábado que teima em já querer ir embora, eu digo, a vida é um aprendizado tão grande, que te coloca em cada situação só pra te testar, só pra saber até onde você vai, até quanto você ama, até onde você acerta, até onde você erra, até quando é verdade ou mentira, e o mais engraçado é que ela só coloca a música, e ela só exige de você, dançar ou não? A escolha é sempre sua.
E não adianta muita teoria, muita razão, tem coisas que acontecem e que ela só te exige uma coisa: CORAÇÃO! E esse, acho, se tornou as minhas respostas: CORAÇÃO, gritando, pulsando, tendo coragem em admitir que realmente não sabe, não sei, deixa acontecer, se acontecer...
Que a vida me dê a graça de muitas músicas e muita coragem pra dançar, seja lá o ritmo que for... Sim, eu sei, nunca sei dançar nada, mas que eu me atreva a.


sábado, 16 de março de 2013

"e o vento leva..."


É estranho, o quê exatamente? Acho que tudo, tudo no momento. E de repente, eu sinto, na minha alma uma mudança que demorou, mas veio. Que eu vim procurando a mais de um ano com tanta ferocidade, e sim, ela veio. Hoje, sim, exatamente hoje, eu me olhei no espelho e não me reconheci, não reconheci essa menina que eu via, me deparei com a verdade em que antes, já tinha lido tantas vezes em livros diversos, aquela coisa de se jogar, de acabar, se destruir... E sim, eu sei que fiz tudo isso, e eu sei que fiz pra me reconstruir, pra voltar a me ver de novo, quem sabe, até melhor. Pra voltar a ter um orgulho absurdo de mim!           
Foram dias terríveis, mas deixo aqui, que esses dias acabaram. Quero voltar a me ver, quero me sentir feliz pelo jeito que eu sou. Quero me permitir ser feliz, plenamente, feliz. E se alguém, por qualquer outra razão, estiver lendo isso, não pense que me queixo de ter deixado tudo isso acontecer comigo. Eu sei o que eu permiti a mim, eu sei o que eu fiz ao meu corpo, as marcas que eu deixei na alma, no coração. E eu agradeço a cada coisa que eu permitir me deixar cair, a cada queda, a cada tropeço, a cada fraqueza e a cada deslize meu.
E eu agradeço, porque nada nessa vida me deixa tão feliz do que cair, machucar e logo depois levantar, e não por nada, nem por ninguém, mas por mim!   

quinta-feira, 7 de março de 2013

Às vezes


 Às vezes só precisamos dele, dela, ali... Com a gente, perto, junto. Porque às vezes tudo é tão sufocante que só queremos quem nós amamos ali, ao nosso lado, ao seu lado. Só para ouvir aquela voz amena, calma, dizendo: “vai ficar tudo bem, vai dar tudo certo”, parar de ouvir as próprias lágrimas caindo no escuro da noite, porque o outro está ali para apara-las, para beijar os olhos úmidos, para dar o colo, o carinho, o amor, e mesmo que tudo esteja uma bagunça, como uma mágica, tudo fica calmo, assim, sereno.
            “E eu só queria você aqui...”, você disse.
        “Desculpa por não poder estar”, foram as únicas palavras que pude falar, com o coração apertado.