Desculpa,
é a única coisa que penso em falar a você. Não sei exatamente qual foi o
momento em que nos perdemos de nós, que você se perdeu de mim e eu de você....
Eu sei que nesse labirinto da vida nós nos distanciamos, nos apertamos, nos
angustiamos tanto, sofremos tanto. Eu sei, nesses meses em que passamos juntxs,
você nunca me faltou com amor, carinho e querer. Eu sei... Mas em algum
momento, tudo ficou demais e você sabe que eu gosto das coisas leves e
brandas... Que o meu idealismo de amor é esse: tudo muito leve, calmo, como o
sentir da brisa no rosto em uma manhã de domingo.
Não consegui,
tentei, eu juro... Mas em algum momento ficou insustentável demais, pesado
demais, forte demais, e não sei se por prudência ou covardia, achei melhor
chegar ao fim. Eu sei que é difícil, que dói um bocado essa quebra de costumes
que criamos juntxs, das não mensagens, sem visitas, sem beijos, sem você, sem
mim. Novamente peço desculpas se não pude superar as diferenças, elas eram
tantas né? E você sabia, e eu sabia...