Eu queria ser de aço, de ferro, uma pedra, uma rocha, dura, áspera, fria, gelada, de mármore.
E essas lágrimas que insistem em cair? E esse coração que insiste em apertar?
Não, eu não queria ser eu.
Hellooooooooooooooooooooooooooooooooo
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
domingo, 25 de agosto de 2013
Microconto que não te conto que tampouco encanto no canto cantando.
"Acho que é hora de você ir embora."
Você disse.
Arrumei minha mala, e fui...
Você disse.
Arrumei minha mala, e fui...
sábado, 17 de agosto de 2013
11 anos sem ela
Para minha irmã de
alma, Barbarety, que ontem, chorou e hoje sorri!
E ontem eu chorei. Um
choro calado, angustiado, imediato, sufocado, escondido, triste... E escondida
no canto do sofá da sala eu me lembrei deles: “Não chora, vai passar”, eu dizia
pra elas, abraçando-as forte, dando beijinho no machucado, desesperada por
dentro e fingindo não estar abalada por fora. “Vai passar” eu repetia... Uma
delas virou pra mim e disse: “tia, eu só tô chorando porque tá doendo as ver
chorando...” Pensativa, calei.
E agora eu tô aqui, sem
ninguém pra falar que vai passar, porque meu choro é por ver você chorar, e
isso dói, aqui dentro.
Tudo bem...
Vai passar...
domingo, 11 de agosto de 2013
Eu espero
Eu espero...
Eu espero que você não me
ache estranha, que não condene se eu sempre quiser dormir mais durante a semana
e acordar às 5:00 da manhã no domingo num pulo e ir lavar louça. Que não
reclame comigo, caso eu fique apenas sentada naquela sua festa da empresa e te
tire pra dançar quando chegarmos em casa. Que nunca enjoe da minha falta de mau
humor matinal, dos meus abraços apertados a qualquer hora do dia, de querer
sempre dormir entrelaçada mesmo no calor... Que saiba que nunca te direi “eu te
amo”, e sim, “Eu amo você” com cores, pausas, suspiros, gosto e cheiro. Que não
estranhe se eu sair de cara lavada para aquele jantar importante ou que coloque
um batom vermelho logo cedo para ir trabalhar... Que não ache ruim os meus incensos,
as minhas músicas, os meus livros... Que entenda que eu não gosto de restaurantes,
elevadores e aviões... Que não se importe se eu arrumar suas camisas por cores,
que goste da minha risada, que nunca queira me ver de salto alto... Que não se
assuste se eu for dormir morena e acordar ruiva, que ache engraçado a minha
mania por potes de plástico, que não censure os meus rabiscos nos livros. Eu
espero que me ame assim, sem rir do meu choro, do meu coração bobo, dos meus
gestos atrapalhados, da minha indignação, da minha aflição.
Pode ir, pode demorar, tudo bem, eu
espero... Droga, a vela acabou...
Assinar:
Comentários (Atom)