Já apaguei, já escrevi, reescrevi e tornei a apagar. Tola,
tola, tola. Como posso ser assim? Essa folha de papel me vê crua, rude, com
erros grotescos e primários. Erros! Droga! Não quero errar, não na grafia, não
no vocabulário, não nos lugares, não com as minhas atitudes, não. Talvez seja
essa minha busca incessante em não errar que faça com que eu erre, quem sabe? Uma
palavra, a falta dela, a ausência dela... Teria os pontos, vírgulas e grafia o
mesmo impacto? Não sei... Pouco sei... Nada sei...
Mas isso são rabiscos de uma errante irracional, o que eu queria
dizer mesmo era: Eu amo você, com todas as letras, espaços, pontos, grafia e
idiomas. Eu sei, você sabe! Mas repito as palavras e não o meu amor, pois a
cada dia ele é renovado e reforçado. Daquele tipo que não consegue sentir coisas
ruins, sabe? Então eu transformo tudo aqui dentro em um “Eu amo você”, e assim,
todos os dias eu vou dividindo e espalhando esses “eu amo você” em você.
Desculpa se eu erro, se me falta a destreza, o equilíbrio, o léxico. As letras
garrafais que não fazem você ler o “eu” com clareza. Porem digo que: nada é mais correto e límpido do que o meu “eu
amo você” e nada muda, não o meu amor, por você!