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domingo, 27 de julho de 2014

Lápis, borracha e coração

Já apaguei, já escrevi, reescrevi e tornei a apagar. Tola, tola, tola. Como posso ser assim? Essa folha de papel me vê crua, rude, com erros grotescos e primários. Erros! Droga! Não quero errar, não na grafia, não no vocabulário, não nos lugares, não com as minhas atitudes, não. Talvez seja essa minha busca incessante em não errar que faça com que eu erre, quem sabe? Uma palavra, a falta dela, a ausência dela... Teria os pontos, vírgulas e grafia o mesmo impacto? Não sei... Pouco sei... Nada sei...

Mas isso são rabiscos de uma errante irracional, o que eu queria dizer mesmo era: Eu amo você, com todas as letras, espaços, pontos, grafia e idiomas. Eu sei, você sabe! Mas repito as palavras e não o meu amor, pois a cada dia ele é renovado e reforçado. Daquele tipo que não consegue sentir coisas ruins, sabe? Então eu transformo tudo aqui dentro em um “Eu amo você”, e assim, todos os dias eu vou dividindo e espalhando esses “eu amo você” em você. Desculpa se eu erro, se me falta a destreza, o equilíbrio, o léxico. As letras garrafais que não fazem você ler o “eu” com clareza. Porem digo que:  nada é mais correto e límpido do que o meu “eu amo você” e nada muda, não o meu amor, por você!