Fiz o chá, acendi o incenso,
coloquei a música... Mas o importante era a hora... Era domingo, por volta das
18:00 horas... O Sol se pondo, vermelho, sereno... Tudo tão calmo lá fora, tudo
tão confuso aqui dentro... A casa, as roupas, a louça, a cama... Tudo arrumado,
organizado, digo até que: impecável! E aqui dentro? Uma bagunça! Quis então
arrumar aqui dentro também, neutralizar tudo, zerar, apagar, resetar e deletar...
Tentei, eu juro, mas falhei... A verdade é que sou uma bagunça infinita de 26
anos! Sim, acho que essas palavras me definiram bem. E elas ficaram ecoando na
casa vazia, insistiram em ecoar solitárias e em câmera lenta: “uma bagunça aos
26 anos...” Pego a xícara com o chá, a música tocando, olho pela janela, fico admirando
as cores do por do sol, sinto o cheiro do incenso se instalando na minha alma,
as cores do por do sol refletidas no meu chá, a música me fazendo sorrir e
digo: “uma bagunça, desde sempre, aqui dentro”.
Tão lúdico... Tão encantador... Tão verdadeiro!
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