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sábado, 27 de dezembro de 2014

1440 minutos

Primeiros minutos do dia 28 de dezembro de 2014... O ano está acabando... Contudo, eu apenas me pergunto em que minuto exatamente você surgiu no meu coração? Não sei, definitivamente não sei. Eu sei que você veio, e sobre as datas: tanto faz. 

Primeiros minutos do dia 28, uma folha novinha nos é dada... Aqui está ela, em minhas mãos... Tão clara, tão nítida, tão real, com uma única exigência, que tudo que for aqui escrito seja a caneta! Nada de lápis e suas borrachas, apenas caneta!

Primeiros minutos do dia 28, no topo da folha a data seguida do horário. Horário de Brasília 00:00 não passou um minuto... Mas antes que esse um minuto se complete, eu corro!!! Pego a caneta, e escrevo forte, pra deixar bem registrado, com a minha letra mais bonita, mais bem detalhada e desenhada. Seu nome. 

Deixo então registrado no meu primeiro minuto, você! E o mesmo acontece às 23:59 quando a folhinha estiver no fim. Seu nome: na primeira e na última linha da folha.

Um dia após o outro... 



sábado, 20 de dezembro de 2014

Não solta da minha mão?!


Meados de 2012, lembro como se fosse hoje o meu monólogo com o céu. Falei dele com tanta propriedade, como se de alguma forma ele fosse meu. Personifiquei nele um alguém. Alguém que ainda não conhecera, mas que nunca perdi a esperança de saber que anda vagando por aí... Naquela tarde, exatamente naquela tarde experimentei uma sensação que até então nunca sentira. E então hoje, voltei para a mesma janela e olhei pro céu e com aqueles mesmos olhos antigos, vi os seus da cor do céu.

Não lembro quantas horas fiquei perdida olhando aquele céu, mas sei que a cada minuto que passava eu me encontrava mais nele. Eu queria falar, eu precisava falar, mas o que eu exatamente eu ainda não disse? Eu sei que é algo tão grande que não cabe no meu coração, transpira pelos meus poros, deságua pelos meus olhos, alarga ainda mais o sorriso, torna as cores tão mais vivas e assim vai só crescendo um infinito de sensações que ainda nem sei nomear. E então retorno a me questionar numa tentativa árdua de definir e explicar o que eu só sei sentir.

Queria fazer com que você sentisse o que eu sinto, e assim quem sabe você entenderia melhor por nós dois tudo isso. Às vezes me perco nas minhas teorias, nos meus receios, medos, mas então eu lembro que eu me encontro em você, e então tudo está bem. Vou sendo conduzida com todo o seu azul para um lugar secreto. Durante o caminho eu vejo labirintos, muitas setas, pistas e direções... Já não sei onde estou, e tenho a sensação de que você também não. Porém, vamos aos poucos nos guiando com as mãos entrelaçadas e passos tímidos-atrapalhados.

Eu não quero soltar a sua mão, e não importa aonde seja esse lugar, nos estamos indo. E a sua luz vai iluminando e o seu azul acalmando... Mas o que eu queria mesmo dizer era que quando sou tomada por algum desses sentimentos que não sei definir ou quando sinto saudades do que ainda não tive em meus braços, eu paro! E então olho pro céu e vejo você, olho pra você e vejo o céu. E assim, tudo vai indo pra onde tem que ir... Você e eu também meu pedacinho do céu. E te peço com todo o meu coração: não solta da minha mão?!




domingo, 30 de novembro de 2014

The Scientist

A ferida foi aberta novamente, de novo, o mesmo lugar, o mesmo motivo, a mesma maneira. Por quê? Não me conte mentiras, não precisa, eu já sei. Volto para frente do espelho, agora embaçado pela água quente do chuveiro, vejo o meu corpo nu desfocado nele. Abro os meus braços e pergunto novamente: por quê?
Olho para o meu corpo e não tem nenhum rabisco, foi isso? Chego perto e olho os meus olhos, eles precisam de vidro para enxergar, foi isso? Vejo as minhas olheiras, tão escuras e fundas, foi isso? Passo a mão pelo meu cabelo e digo: droga, tenho que retocar a raiz. Foi a cor? Passo a mão pelo rosto molhado, não, não é de água... Foi isso?
A passagem estava comprada, dia 25 cedinho pegaria aquele ônibus que me levaria a você, eu sei, você não sabe. O presente de natal e de aniversário já estava escolhido. O cartão já estava escrito. Era isso que fazia nas minhas horas de almoço, eu de alguma forma, as entregava pra você. Escolhendo, escrevendo, procurando com aquela minha internet 3g horrível. Eu sei, você não sabe.
Mas então você se foi.

Eu pedi para eles cuidarem de você. Eu sei, você também não sabe. Mas então eu sei que você se foi. E isso, você sabe. Me restou arrumar a bagunça, coloquei você numa caixinha, guardei num lugar secreto no meu guarda-roupa (onde você não possa cair e muito menos se machucar). Enxuguei novamente as lágrimas e disse pela última vez: Vá... Eu amo você



segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Oceano

Ouço a voz de algum cantor que almeja a fama, o timbre de sempre soando pelos bares. Um indierock regado com whisky, um blues transbordando dor e vinho tinto. Ah não! Chega de rock com cerveja barata! Quero aquela bossa nova que os irmãos não ligam se é usada. Quero a vodka, ela faz esquecer. Faz essa voz parecer de anjo... Droga, sempre o mesmo timbre, as mesmas firulas, os mesmos acordes.
As luzes pelas paredes, vermelhas, roxas, verdes, rodando. Gente, muita gente! Uns dançando, jurando ser feliz, outros apenas bebendo, rodando... Todos com sorrisos de bebida. Aqueles que te dão a límpida ilusão de felicidade. Tolos!
A moça observa, bebe, se sente amada sem ser, alguém a segura pelo braço, ela grita. Gente, muita gente,
Ela vai pro meio da multidão, começa a rodar, dançar, sozinha. Vê os rostos com sorrisos temporários, as luzes, tudo roda, tudo gira, ela começa a sorrir, sorrisos de bebida... Mas lágrimas começam a brotar de seus olhos, ela chora, aquele choro que parece uma gargalhada de desespero. Tudo turvo, todos no mar dos seus olhos... Se afogando...

domingo, 27 de julho de 2014

Lápis, borracha e coração

Já apaguei, já escrevi, reescrevi e tornei a apagar. Tola, tola, tola. Como posso ser assim? Essa folha de papel me vê crua, rude, com erros grotescos e primários. Erros! Droga! Não quero errar, não na grafia, não no vocabulário, não nos lugares, não com as minhas atitudes, não. Talvez seja essa minha busca incessante em não errar que faça com que eu erre, quem sabe? Uma palavra, a falta dela, a ausência dela... Teria os pontos, vírgulas e grafia o mesmo impacto? Não sei... Pouco sei... Nada sei...

Mas isso são rabiscos de uma errante irracional, o que eu queria dizer mesmo era: Eu amo você, com todas as letras, espaços, pontos, grafia e idiomas. Eu sei, você sabe! Mas repito as palavras e não o meu amor, pois a cada dia ele é renovado e reforçado. Daquele tipo que não consegue sentir coisas ruins, sabe? Então eu transformo tudo aqui dentro em um “Eu amo você”, e assim, todos os dias eu vou dividindo e espalhando esses “eu amo você” em você. Desculpa se eu erro, se me falta a destreza, o equilíbrio, o léxico. As letras garrafais que não fazem você ler o “eu” com clareza. Porem digo que:  nada é mais correto e límpido do que o meu “eu amo você” e nada muda, não o meu amor, por você!