Ouço a voz de algum cantor que almeja a fama, o timbre de sempre soando pelos bares. Um indierock regado com whisky, um blues transbordando dor e vinho tinto. Ah não! Chega de rock com cerveja barata! Quero aquela bossa nova que os irmãos não ligam se é usada. Quero a vodka, ela faz esquecer. Faz essa voz parecer de anjo... Droga, sempre o mesmo timbre, as mesmas firulas, os mesmos acordes.
As luzes pelas paredes, vermelhas, roxas, verdes, rodando. Gente, muita gente! Uns dançando, jurando ser feliz, outros apenas bebendo, rodando... Todos com sorrisos de bebida. Aqueles que te dão a límpida ilusão de felicidade. Tolos!
A moça observa, bebe, se sente amada sem ser, alguém a segura pelo braço, ela grita. Gente, muita gente,
Ela vai pro meio da multidão, começa a rodar, dançar, sozinha. Vê os rostos com sorrisos temporários, as luzes, tudo roda, tudo gira, ela começa a sorrir, sorrisos de bebida... Mas lágrimas começam a brotar de seus olhos, ela chora, aquele choro que parece uma gargalhada de desespero. Tudo turvo, todos no mar dos seus olhos... Se afogando...
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