Hellooooooooooooooooooooooooooooooooo

sábado, 28 de julho de 2012


Dia desses um amigo meu me perguntou como saber se está apaixonado, logo respondi: 

Acho que é “aquela coisa” de ver a pessoa em tudo sabe? Ou na maior parte do tempo... É quando ela é primeira coisa que você pensa quando acorda e a última quando você vai dormir. Você a vê nas coisas mais bobas do seu dia a dia, na hora de tomar o seu café que está sem açúcar e se perguntar de como será que ela prefere? Açúcar ou adoçante? Naquela estação de rádio, naqueles trechos de músicas, livros, poesias, acredite, ela estará lá. Estará nas coisas mais belas e até mesmo nas coisas feias, só pra você ter o prazer de saber que ela é o oposto daquilo. 
Querer ser o chefe dela, só porque ele passa mais tempo com ela do que você, de nunca ter desejado tanto um título como o de “cobertor” dela, porque é ele que a aquece e a protege enquanto ela dorme. De achar ela a pessoa mais incrível do mundo, e sim, saber que ela tem defeitos, mas é tudo para torná-la ainda mais única. De querer congelar o tempo na hora que ela sorrir, só pra você poder ficar olhando aquele sorriso, que pode ser aberto, tímido, gargalhado, mas para você será o mais lindo que você já viu. De sentir uma vontade imensa de falar, falar, falar com a pessoa, mas na hora que ela está do seu lado, você trava, esquece tudo e não consegue falar nada, afinal, ela está ali e nada mais importa. É querer ter sido o primeiro amor, é querer ter conhecido no jardim de infância e achar injusto ter demorado tanto para surgir em sua vida. É ter medo do futuro, medo de perder, e ao mesmo tempo acreditar no futuro dos dois. É querer escrever livros, músicas sobre ela e mostrar para o mundo todo e ao mesmo tempo querer colocar em uma caixinha só para você. 

É... Eu acho que é isso... Um amigo meu me contou... 

sábado, 14 de julho de 2012

No title


Não importa o que eu fui, o quão “garotinha da média 9.0 a 10.0” eu tentava ser, o tanto que eu corri e ainda sigo correndo para conseguir os meus objetivos, o quanto eu gritei, calei, segurei a raiva, a minha opinião e baixei a cabeça, nada disso mais importa, nada disso é o suficiente. Já não sou mais a filha, irmã, tia, professora, sobrinha, prima, não para eles, não para mim.
Sigo então, finalmente seguindo, finalmente não me importando, eu mesma, finalmente sendo egoísta, querendo e sendo o que é importante para mim.
E eu já disse que acho lindo quando você sorrir?

Não, eu sei que não...

domingo, 8 de julho de 2012

In the sky

Parei e olhei pela janela, não, não tinha nada de diferente na paisagem, a rua continua cinzenta, marrom e até muito feia, mas aí olhei pra cima e vi o céu, e nele, parei. Perdi a hora olhando pra ele e pensando em toda sua infinitude, beleza e em como ele tem esse poder de me fazer parar dessa maneira, de me fazer querer estar perto, logo eu, tão insignificante... E então se foram às horas e vi o entardecer pelas grades da janela do segundo andar, acompanhada de café na xícara colorida e ouvindo o Camelo, que parecia falar por mim nessa tarde de domingo. Anoiteceu, e assim como disse para o azul do céu, também diria pra você: boa noite meu azul-céu, dorme bem...

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Na varanda... na varanda...


Ter muito dinheiro, comprar o que não preciso, morar em todos os lugares e países possíveis, posso não querer? Um dia me falaram que eu não “tinha ambição na vida”, retruquei, zangada na hora “isso é só uma questão de ponto de vista, a minha ambição é apenas um pouquinho diferente.” Pois é, não sonho em ter um casarão, em ter todo o dinheiro do mundo, em ter a carinha registrada nos shoppings, de ter todos os cartões possíveis, prazos e cheques, carro do ano, não, não quero, não corro atrás disso, e só queria que os outros respeitassem o meu não querer. 
Podem até pensar que é fraqueza ou falta de ambição, como já disseram, e pode até ser, sabia? E eu continuo não querendo do mesmo jeito! Minha ambição é singela, mas eu a acho linda, então basta... Um cantinho meu, podendo ser um apartamento em meio de todo o cinza e concreto, deixa que eu colocarei cor, ah se vou, ou uma casinha com uma janela bem bonita, com vista pro pôr do sol, ter um emprego que pague as contas e as idas aos shows, ter uma vida tranquila, sem muita correria, sem disputa, sem querer ganhar tudo, sem ferir ninguém. Sossego... 
E se não for querer muito, um amor... Um amor pra chamar de meu, um amor que queira fazer parte da minha não ambição, mas isso, eu deixo a cargo do destino... 

Lembrei daquela música... 

Na varanda... na varanda... 

Ah, deixa pra lá...



segunda-feira, 2 de julho de 2012

De doug a letrinha feia.



Nunca fui muito de gostar de ficar relembrando coisas do passado, sempre fui do tipo “passado é passado” de falar: “ficar pensando no passado é como ficar lendo notícia de jornal velho”. É, sou do presente para o futuro, afinal, o presente-futuro é tão mais fascinante, não?
Só sei que hoje me bateu uma nostalgia... De lembrar e querer os tempos de criança, onde a minha correria era pra chegar da escola cedo pra dar tempo de ver o desenho que estava passando. Daquele meu desenho favorito “Doug”, que acho que era meu favorito porque eu era louca na vinhetinha do desenho... De assistir “Chiquititas” na hora da janta e largar o prato de comida e sair dançando as musicas da novelinha, de assistir “Malhação” na época em que realmente era uma academia, de brincar a tarde toda, de ser a nerdezinha da sala de aula, de ficar cantando aquelas musicas “lovesongs” e imaginando o dia em que eu saberia falar e entender tudo o que eles estivessem cantando.
Saudade até das piadinhas que faziam por eu usar óculos “nossa, dá pra ver a lua com esses óculos”, onde a minha maior frustração era nunca conseguir ter uma letra bonitinha, redonda e reta, e ela ainda é feia, fina e torta... Saudade... Saudade...


“Amanhã ou depois, tanto faz se depois for nunca mais... nunca mais...”
Amanhã ou Depois - Nenhum de Nós