Parei e olhei pela janela, não, não tinha nada de diferente na paisagem, a rua continua cinzenta, marrom e até muito feia, mas aí olhei pra cima e vi o céu, e nele, parei. Perdi a hora olhando pra ele e pensando em toda sua infinitude, beleza e em como ele tem esse poder de me fazer parar dessa maneira, de me fazer querer estar perto, logo eu, tão insignificante... E então se foram às horas e vi o entardecer pelas grades da janela do segundo andar, acompanhada de café na xícara colorida e ouvindo o Camelo, que parecia falar por mim nessa tarde de domingo. Anoiteceu, e assim como disse para o azul do céu, também diria pra você: boa noite meu azul-céu, dorme bem...

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