Livro na mão, sentada sem postura nenhuma na cadeira, pés apoiados confortavelmente na cadeira da frente, caderninho aberto, caneta (azul? Preta? ou colorida?) colorida, afinal, era aula de literatura. A sala vai enchendo, professor começa.
Livro aberto, caneta colorida devidamente posicionada no caderninho, palavras lindas do professor, garrancho meu. “E então, conhecido como modernismo, pós-modernismo...” Entendido!
E aí começamos a “Clariciar” e foi aí que entendi que a repulsa que sentia por ela, nada mais era que a repulsa que sentia por mim. Exagerada, intensa, confusa demais... (me encontrava), compreendi que aquela contrariedade, nada mais era que a compatibilidade do sentir. Entendido e anotado.
Tudo lido, anotado com letrinhas feias e coloridas, entendido? Certo? No mesmo momento o professor comenta: “__porque viver é isso, quando você pensar que está tudo indo por um caminho, ela vem e te joga para um outro lugar, e aí ou você pira ou você vem mais forte...” Pronto, e essas palavras, automaticamente não saíram da minha cabeça, me perguntei então: Se temos que estar preparados para ficar andando em uma linha com tantas voltas, com altos e baixos, por quê diabos eu teimo tanto em querer andar em uma simples linha reta?
Livro fechado, caderninho aberto, caneta preta, garranchos, eu e pensamentos.
Jussara, certa vez ouvi uma passagem do Gabriel Garcia Marquez sobre sair de casa e andar em linha reta sem parar. Que bom se assim fosse, né? Como diria CDA, meus passos também são tortos e acho que entendo como ninguém o que o seu professor quis dizer. Pra quê querer andar numa linha tão reta se o caminho é tão torto? Continue escrevendo...
ResponderExcluirObrigada!!! :)
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