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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Garranchos


Livro na mão, sentada sem postura nenhuma na cadeira, pés apoiados confortavelmente na cadeira da frente, caderninho aberto, caneta (azul? Preta? ou colorida?) colorida, afinal, era aula de literatura. A sala vai enchendo, professor começa. 
Livro aberto, caneta colorida devidamente posicionada no caderninho, palavras lindas do professor, garrancho meu. “E então, conhecido como modernismo, pós-modernismo...” Entendido! 
E aí começamos a “Clariciar” e foi aí que entendi que a repulsa que sentia por ela, nada mais era que a repulsa que sentia por mim. Exagerada, intensa, confusa demais... (me encontrava), compreendi que aquela contrariedade, nada mais era que a compatibilidade do sentir. Entendido e anotado. 
Tudo lido, anotado com letrinhas feias e coloridas, entendido? Certo? No mesmo momento o professor comenta: “__porque viver é isso, quando você pensar que está tudo indo por um caminho, ela vem e te joga para um outro lugar, e aí ou você pira ou você vem mais forte...” Pronto, e essas palavras, automaticamente não saíram da minha cabeça, me perguntei então: Se temos que estar preparados para ficar andando em uma linha com tantas voltas, com altos e baixos, por quê diabos eu teimo tanto em querer andar em uma simples linha reta? 
Livro fechado, caderninho aberto, caneta preta, garranchos, eu e pensamentos. 

2 comentários:

  1. Jussara, certa vez ouvi uma passagem do Gabriel Garcia Marquez sobre sair de casa e andar em linha reta sem parar. Que bom se assim fosse, né? Como diria CDA, meus passos também são tortos e acho que entendo como ninguém o que o seu professor quis dizer. Pra quê querer andar numa linha tão reta se o caminho é tão torto? Continue escrevendo...

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