Hellooooooooooooooooooooooooooooooooo

sábado, 8 de setembro de 2012


É, eu durmo tarde, e ela é uma dorminhoca que quando não muito de repente sofre de leves crises de insônia. Mas o fato é que dentre esses 23 anos que ela está na minha vida, me recordo diariamente desses 19 anos em que a vejo acordar de mau-humor e de ir tentar dormir serena.
Então, eu durmo tarde, e é enquanto estou perambulando pela sala, trabalhando, estudando ou simplesmente vagando pelos pensamentos, que ela geralmente surge com a voz mais doce que ela consegue ter durante todo o seu dia, e me fala um estendido ‘boa noite juuuuuuuh’ que logo vem seguido do meu ‘boa noite scy-scy, dorme com Deus’, mas hoje, hoje eu travei em pensar: e como era quando eu não estava aqui?

domingo, 5 de agosto de 2012

Engavetando

Eu juro que queria conseguir colocar nesse caderno o que sinto, mas já se passaram algumas semanas e as palavras insistiram em não chegar... Então, decidi fechar o caderno e guardar naquela gaveta empoeirada do quarto, ou seria melhor jogar fora logo? Já não sei.


sábado, 28 de julho de 2012


Dia desses um amigo meu me perguntou como saber se está apaixonado, logo respondi: 

Acho que é “aquela coisa” de ver a pessoa em tudo sabe? Ou na maior parte do tempo... É quando ela é primeira coisa que você pensa quando acorda e a última quando você vai dormir. Você a vê nas coisas mais bobas do seu dia a dia, na hora de tomar o seu café que está sem açúcar e se perguntar de como será que ela prefere? Açúcar ou adoçante? Naquela estação de rádio, naqueles trechos de músicas, livros, poesias, acredite, ela estará lá. Estará nas coisas mais belas e até mesmo nas coisas feias, só pra você ter o prazer de saber que ela é o oposto daquilo. 
Querer ser o chefe dela, só porque ele passa mais tempo com ela do que você, de nunca ter desejado tanto um título como o de “cobertor” dela, porque é ele que a aquece e a protege enquanto ela dorme. De achar ela a pessoa mais incrível do mundo, e sim, saber que ela tem defeitos, mas é tudo para torná-la ainda mais única. De querer congelar o tempo na hora que ela sorrir, só pra você poder ficar olhando aquele sorriso, que pode ser aberto, tímido, gargalhado, mas para você será o mais lindo que você já viu. De sentir uma vontade imensa de falar, falar, falar com a pessoa, mas na hora que ela está do seu lado, você trava, esquece tudo e não consegue falar nada, afinal, ela está ali e nada mais importa. É querer ter sido o primeiro amor, é querer ter conhecido no jardim de infância e achar injusto ter demorado tanto para surgir em sua vida. É ter medo do futuro, medo de perder, e ao mesmo tempo acreditar no futuro dos dois. É querer escrever livros, músicas sobre ela e mostrar para o mundo todo e ao mesmo tempo querer colocar em uma caixinha só para você. 

É... Eu acho que é isso... Um amigo meu me contou... 

sábado, 14 de julho de 2012

No title


Não importa o que eu fui, o quão “garotinha da média 9.0 a 10.0” eu tentava ser, o tanto que eu corri e ainda sigo correndo para conseguir os meus objetivos, o quanto eu gritei, calei, segurei a raiva, a minha opinião e baixei a cabeça, nada disso mais importa, nada disso é o suficiente. Já não sou mais a filha, irmã, tia, professora, sobrinha, prima, não para eles, não para mim.
Sigo então, finalmente seguindo, finalmente não me importando, eu mesma, finalmente sendo egoísta, querendo e sendo o que é importante para mim.
E eu já disse que acho lindo quando você sorrir?

Não, eu sei que não...

domingo, 8 de julho de 2012

In the sky

Parei e olhei pela janela, não, não tinha nada de diferente na paisagem, a rua continua cinzenta, marrom e até muito feia, mas aí olhei pra cima e vi o céu, e nele, parei. Perdi a hora olhando pra ele e pensando em toda sua infinitude, beleza e em como ele tem esse poder de me fazer parar dessa maneira, de me fazer querer estar perto, logo eu, tão insignificante... E então se foram às horas e vi o entardecer pelas grades da janela do segundo andar, acompanhada de café na xícara colorida e ouvindo o Camelo, que parecia falar por mim nessa tarde de domingo. Anoiteceu, e assim como disse para o azul do céu, também diria pra você: boa noite meu azul-céu, dorme bem...

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Na varanda... na varanda...


Ter muito dinheiro, comprar o que não preciso, morar em todos os lugares e países possíveis, posso não querer? Um dia me falaram que eu não “tinha ambição na vida”, retruquei, zangada na hora “isso é só uma questão de ponto de vista, a minha ambição é apenas um pouquinho diferente.” Pois é, não sonho em ter um casarão, em ter todo o dinheiro do mundo, em ter a carinha registrada nos shoppings, de ter todos os cartões possíveis, prazos e cheques, carro do ano, não, não quero, não corro atrás disso, e só queria que os outros respeitassem o meu não querer. 
Podem até pensar que é fraqueza ou falta de ambição, como já disseram, e pode até ser, sabia? E eu continuo não querendo do mesmo jeito! Minha ambição é singela, mas eu a acho linda, então basta... Um cantinho meu, podendo ser um apartamento em meio de todo o cinza e concreto, deixa que eu colocarei cor, ah se vou, ou uma casinha com uma janela bem bonita, com vista pro pôr do sol, ter um emprego que pague as contas e as idas aos shows, ter uma vida tranquila, sem muita correria, sem disputa, sem querer ganhar tudo, sem ferir ninguém. Sossego... 
E se não for querer muito, um amor... Um amor pra chamar de meu, um amor que queira fazer parte da minha não ambição, mas isso, eu deixo a cargo do destino... 

Lembrei daquela música... 

Na varanda... na varanda... 

Ah, deixa pra lá...



segunda-feira, 2 de julho de 2012

De doug a letrinha feia.



Nunca fui muito de gostar de ficar relembrando coisas do passado, sempre fui do tipo “passado é passado” de falar: “ficar pensando no passado é como ficar lendo notícia de jornal velho”. É, sou do presente para o futuro, afinal, o presente-futuro é tão mais fascinante, não?
Só sei que hoje me bateu uma nostalgia... De lembrar e querer os tempos de criança, onde a minha correria era pra chegar da escola cedo pra dar tempo de ver o desenho que estava passando. Daquele meu desenho favorito “Doug”, que acho que era meu favorito porque eu era louca na vinhetinha do desenho... De assistir “Chiquititas” na hora da janta e largar o prato de comida e sair dançando as musicas da novelinha, de assistir “Malhação” na época em que realmente era uma academia, de brincar a tarde toda, de ser a nerdezinha da sala de aula, de ficar cantando aquelas musicas “lovesongs” e imaginando o dia em que eu saberia falar e entender tudo o que eles estivessem cantando.
Saudade até das piadinhas que faziam por eu usar óculos “nossa, dá pra ver a lua com esses óculos”, onde a minha maior frustração era nunca conseguir ter uma letra bonitinha, redonda e reta, e ela ainda é feia, fina e torta... Saudade... Saudade...


“Amanhã ou depois, tanto faz se depois for nunca mais... nunca mais...”
Amanhã ou Depois - Nenhum de Nós


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Rascunho sobre o tempo


E de repente é como se em um segundo nada mais importasse, e na mesma velocidade, esse um segundo se transformasse em um minuto, uma hora, um dia, um mês, um ano, uma infinidade. Vira aquele olhar paralisado, hipnotizado para o nada e para o tudo, ao mesmo tempo. Não sei explicar, na verdade, acho que nem faço questão, afinal o meu racional e tão mínimo e tão subdividido que nunca dei muita importância.
Só quero saber desse tempo desconfigurado, atrapalhado, confuso e teimoso que insiste em permanecer aqui. Tudo tão novo e ao mesmo tempo sinto como se já me fosse dado a muito tempo, como se sempre fosse aquele possessivo “meu”. Sei não, acho que não, fato nenhum prova nada disso, apenas sinto que é.
Mas sabe, tudo bem, eu já disse que não me importo para as provas? Para os fatos? Para essa suposta realidade?
Pois é, se eu sinto aqui dentro, já é o suficiente, já é real, ao menos para mim.



terça-feira, 19 de junho de 2012

Ouvir, apenas.


__Posso sentar?
__Claro.
__Posso te contar uma estória que aconteceu comigo?
__Sempre!

Gosto de escutar, gosto mesmo, passaria horas e horas apenas ouvindo o que as pessoas quisessem me falar, problemas, soluções, estórias, amores, desamores, tudo. No fundo as pessoas só precisam disso sabe? De alguém que esteja ali de vez em quando disposto a apenas ouvir. Sem certo, sem errado, só ouvir.
Ah, eu gosto, acho engraçado como os fatos vão se desenrolado, ou ficando tudo mais confuso, dos gestos faciais, dos movimentos com as mãos, das idas e vindas dos olhos. E me encanta, sim, encanta quando eles resolvem parar exatamente nos meus, encanto esse que está a cada dia mais raro de acontecer... Uma pena!
Então, vamos tomar café? E você? Não quer me contar nada não?


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Solidão

Às vezes ela me faz um bem danado, às vezes não, às vezes parece que ela gosta de testar a minha paciência, a minha força, as minhas vontades, as minhas ações e reações. Bloqueia todos os meus sonhos como se não tivessem importância alguma, me deixa sem ação nenhuma, me faz querer desistir dela, me faz nunca mais querer ela por perto. Tudo isso por puro egoísmo, pois ela quer que eu só a tenha. Egoísta! E ainda assim ela consegue, ela sempre consegue com que eu cancele os compromissos, cinema, barzinho, festa, tudo! Me faz ficar trancada no quarto e exigir por silêncio, porque é só assim que eu consigo sentir ela sempre tão perto de mim. Respira! Ah, solidão... 



domingo, 3 de junho de 2012

Chegar

E quando você chegar, abraçarei, e sem dizer nenhuma palavra, você saberá. Que todos aqueles sonhos acumulados guardados na gaveta, estavam ali porque não eram pra ser de mais ninguém. E ainda em meus braços, você ouvirá um sussurro meu, dizendo: você demorou.

domingo, 20 de maio de 2012

Construção

Construí aquilo tudo...
Aquele apartamento, lá do oitavo andar, aquelas cores nas paredes, o vermelho da sala que combinava com o preto e branco da mobília, aquele canto escondido pintado de roxo e amarelo que eu gostava tanto quando juntos. A sua parafernália eletrônica ao lado da minha vitrola, juntando as suas músicas de solos intermináveis com as minhas quase sussurradas. Tudo colorido para mim. Tudo preto e branco para você. Bastava. 
  Você aceitou meus livros na estante e eu aceitei aquele seu quadro feio na parede da sala. Acabou. Fui então pintando tudo de branco, o vermelho foi indo embora, aos poucos fui apagando seus passos, jogando fora suas coisas, ficou tudo assim, branco... Troquei as chaves e fui para as bandas de lá. 
O apartamento? Estava completamente apagado, até um dia desses. Uma menina não muito equilibrada pegou as chaves, pintou as paredes da sala de roxo e amarelo, pois é, da sala. Colocou na estante todos os livros dela e uns incensos também... Ah, as músicas? Continuam velhas, que combinam perfeitamente com a vitrola, que está quebrada. 
Está tudo mudado e igual, mudado aos 25 anos por ela mesma aos 15 anos, ao mesmo tempo, aliás, o tempo, ela já não se importa mais, também. 
Ela construiu. 
Ela desconstruiu. 
Ela está reconstruindo. 

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Garranchos


Livro na mão, sentada sem postura nenhuma na cadeira, pés apoiados confortavelmente na cadeira da frente, caderninho aberto, caneta (azul? Preta? ou colorida?) colorida, afinal, era aula de literatura. A sala vai enchendo, professor começa. 
Livro aberto, caneta colorida devidamente posicionada no caderninho, palavras lindas do professor, garrancho meu. “E então, conhecido como modernismo, pós-modernismo...” Entendido! 
E aí começamos a “Clariciar” e foi aí que entendi que a repulsa que sentia por ela, nada mais era que a repulsa que sentia por mim. Exagerada, intensa, confusa demais... (me encontrava), compreendi que aquela contrariedade, nada mais era que a compatibilidade do sentir. Entendido e anotado. 
Tudo lido, anotado com letrinhas feias e coloridas, entendido? Certo? No mesmo momento o professor comenta: “__porque viver é isso, quando você pensar que está tudo indo por um caminho, ela vem e te joga para um outro lugar, e aí ou você pira ou você vem mais forte...” Pronto, e essas palavras, automaticamente não saíram da minha cabeça, me perguntei então: Se temos que estar preparados para ficar andando em uma linha com tantas voltas, com altos e baixos, por quê diabos eu teimo tanto em querer andar em uma simples linha reta? 
Livro fechado, caderninho aberto, caneta preta, garranchos, eu e pensamentos. 

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Sabe?


Quem sabe um dia você resolve aparecer né?! Quem sabe, assim, tropeçando por aí, você, então, resolve esbarrar em mim. Não, erro meu, mais provável eu, quem sabe eu, um dia, andando como sempre distraída e avoada tropeço, então em você.
Vai ver, você foi preguiçoso e preferiu não vir, restando apenas a mim o “vir e permanecer”, somente, por e para mim. E aí quem sabe, quando me for permitido partir, talvez te veja. Pode ser também, que você quis se aventurar e procurar um novo par, assim, só pra distrair com aquele “nós”.  
Quem sabe, esse você nem exista né?! Afinal, dizem por lá e por aqui que esses casos são tão raros... Quem sabe, quem irá saber? 
Sei não... Só sei que ando por essas bandas de cá sabe? E cá entre nós, já estou um tanto cansada desse andar todo. Mas isso, ah, isso, ninguém sabe. 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Reticências? Não! Infinito...


...Ah esses três pontinhos... Se eles desembestassem a falar, digitar, escrever... Seria um tec tec tec descontrolado. Sempre tive fascínio por esses três pontinhos, na verdade, sempre acreditei que é exatamente neles que é possível encontrar a parte mais interessante de tudo, aquela mesma parte que você julga desnecessária ou então complexa demais (...). 
Ah esses três pontinhos... Passaria horas ouvindo o que eles queriam dizer, observaria atentamente cada vírgula implícita nesses três danadinhos misteriosos pontinhos. 
Afinal, quando nascemos, eles já estão lá... Quando morremos, também... Eles sempre sabem mais e será sempre a representação mais concreta dos segredos não contados e a parte mais interessante para os curiosos. 
Ah... Como esses três pontinhos me encantam... Para uns reticências, para pessoas como eu, INFINITO... 


sábado, 7 de abril de 2012

Entre duas cores e um amor


....

Ele insistia em dizer que a cor favorita dela era roxo, quando, na verdade, sempre foi azul.

__Mas eles não estavam noivos?

É, estavam.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Para Élvia


        Você deixou um recado no facebook dizendo que se preocupava comigo, que como íamos continuar sendo melhores amigas se não alimentávamos essa amizade, que sentia saudade, que tinha pensado em mim o resto da semana e que gostava muito de mim e então completou: “Desde 2005 nos vimos apenas duas vezes... tempo demais...”.
       E foi entre essas palavras que eu desmoronei! Logo em seguida você me ligou, passamos horas ao telefone, mas o que eu queria falar para você, eu não disse... “Perdoa-me se por vezes eu sou tão desligada ao ponto que esqueço que as pessoas não podem ler meus pensamentos, saiba que entre esses pensamentos: morro de saudade das nossas besteiras e risadas altas que só a gente consegue entender, das concepções por vezes ignoradas pelos outros e tão simplesmente aceitas por nós, das palavras “bonitas” que chamamos uma à outra, da nossa compulsão por livros, canetas, doces, cartas, legião...”. 
         Lembra quando nos conhecemos? As duas fugindo da aula de educação física? E em meio a nossa fuga bem sucedida eu perguntei o seu nome e você me respondeu: __Élvia! E logo eu perguntei: __Sua mãe é fã do Elvis? Lembra? Lembra? E desde então já se passaram 14, quase 15 anos. 
          Então, continuo a mesma besta de sempre e estou e estarei sempre por aqui... Obrigada por tudo! Eu amo você “Ervilha, com efeito, estufa”. 


sexta-feira, 30 de março de 2012

Últimas Palavras


Só por hoje eu me lembrei daquelas suas últimas frases, sim, aquelas que você me disse P.A.U.S.A.D.A.M.E.N.T.E, que me disse quase como frases soltas pelo ar:

Você:
__Foram exatos 9 anos, 6 meses e 23 dias, mas hoje, acabou.
__Você é uma pessoa incrível, mas acabou.
__Eu nunca vi, e acho que nem vou ver ninguém igual você, mas hoje juh, acabou.
__Você foi perfeita juh, mas não serve para mim.
__Desculpa juh, seja feliz.

E desde então eu nunca mais te vi, mas NÃO só hoje eu queria te falar, assim, daquela mesma forma... P.A.U.S.A.D.A.M.E.N.T.E:

Eu:
__É, você tinha razão!  

domingo, 25 de março de 2012

Desde Sempre


__Mas eu nem a conheço...

__Claro que conhece!

__Desde quando?

__Desde sempre... Em seus sonhos.

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

E todo o tempo eu quero sempre duvidar, quero simplesmente acreditar que essa pessoa não exista... Mas ao mesmo tempo me vem o pensar: como ela será? Qual a cor dos cabelos, olhos, pele, toque. Terá ela o mesmo sentido e sentimento que o meu? E os gostos? As músicas, os livros, os filmes, as manias, o pensamento, a risada, as raivas, os problemas, os dramas, as crises... Será que será compatível? Será?
Já não sei... Prefiro não querer saber e ao mesmo tempo acreditar que sim! Apenas sei que quando eu me declino para não acreditar, me vem alguém figurado em sentimento e sussurra baixinho, baixinho ao meu ouvido: “__Sabe menina, existem aquelas pessoas que te completam, mas existe UMA que te transborda.”. 

terça-feira, 20 de março de 2012

Coragem e fé no amor


“A identidade me é proibida mas meu amor é tão grande que não resistirei à minha vontade de entrar no tecido misterioso, nesse plasma de onde talvez eu nunca mais possa sair. Minha crença, porém, também é tão profunda que, se eu não puder sair, eu sei, mesmo na minha nova irrealidade o plasma do Deus estará na minha vida.”
                                                                                         Clarice Lispector em A Paixão Segundo G.H.

A cabeça já não aguentava mais, o corpo já não me suportava, os olhos já estavam tão vermelhos e inchados que eu já não conseguia me reconhecer fisicamente, e o coração? O coração estava doendo, sim, não, não literalmente, mas estava doendo de estar sendo mal tratado. Encontrava-me cansada de moer e remoer um sentimento inexplicável, irracional, invisível aos olhos, tão palpável como tentar segurar o ar com as mãos... Resolvi então me deixar ser vencida pelo cansaço, e foi aí que finalmente em meios aos meus pensamentos, adormeci.
            E em algum momento de minha total dormência, um anjo, sim, um anjo surgiu para mim: tão leve, tão lindo, tão intocado e falou:
            __Acalma esse coraçãozinho menina! Você ainda duvida que algo foi tirado de você? Acalma-se, acalma-se, acalma-se, pois o que é seu está guardado e está chegando. Não duvide!
            Ele então me deu um beijo tão amável, puro e delicado no meu rosto e foi partindo, foi nesse momento em que eu encontrei coragem e o perguntei surpresa:
            __E ele vai demorar muito? Se eu puder fazer um pedido, só queria pedir para ele não demorar...
            Como um anjo muito sacana que era, ele apenas me falou da forma mais simples e terna:
        __Que menina curiosa... Minha filha, acredite, tenha coragem e fé no amor, mas lembre-se, de também se amar, pois você ama todo mundo e esquece-se de si. Aprenda a se amar em primeiro lugar e espera, o que é seu irá chegar.
            Ele sorriu e subitamente sumiu, assim, como se nunca tivesse existido.
            Virei então para o lado, enxuguei aquela última lagriminha, respirei fundo e dormi. 

sábado, 17 de março de 2012

Para sempre


“Uma vez me apaixonei e não foi o que pensei, estou só desde então...” Pra você eu digo sim – Rita Lee

Só me resta (graças à Deus) acreditar no “para sempre”, e nem adianta vir me falar que “seja eterno enquanto dure”. Não, não, não, não acredito!!!
E aí você me pergunta: __Háaaaaaaa, mas e aquele amor todo que eu sentia e acabou? Respondo então: __Sim, foi um amor, uma paixão, que apareceu na hora certa para você, que serviu para você aprender, crescer e evoluir em algo. Mas acredite, não era a “sua” pessoa, porque a sua pessoa dona menina, vai superar tudo, vai estar com você em qualquer lugar e situação, ela será muito maior que uma paixão e desejo, ela será a sua porção de amor adicionado com amizade, cumplicidade, carinho e respeito.
Então eu digo que, se um dia eu ouvir um: “casa comigo?”, só aceito se os votos forem: “Você aceita... Até que a morte NÃO os separe.” 


sexta-feira, 16 de março de 2012

Pedido


Amigo: __Juh! O que os olhos não veem o coração não sente!!!

Juh: __Então será que é possível fazer com que: “O que o coração sinta seja visível aos olhos”?

Garçom: __Pedido?

Juh:__Por favor, uma porção de amor em uma caneca grande de café. Háaaa com bastante açúcar, obrigada. 

quarta-feira, 14 de março de 2012

Enquanto ela tomava café

“E ela sofria de um romantismo incurável, altamente contagioso”
                                                                               Don Juan DeMarco
  
E então ela se perguntava: O que fazer com esse sentimento todo (que ela por vezes insistia em chamar de amor)? Por vezes pensava na alternativa de fazer o mesmo que fazia com o copo de água, sim, aquele copo de água que ela sempre esquecia e deixava ir enchendo, enchendo e quando percebia o copo já estava transbordando e então não lhe restava outra opção a não ser deixar a água escorrer pelo ralo.
Ela nunca se encontrava, nunca se espelhava, nunca se sentia habitante desse mundo dado à ela, então ela não queria ser ela, ela pedia para não ser ela, ela sonhava não ser ela, ela desejava sim, ser o outro: aquele que era o racional, o exato, o metricamente contado. Mas não, não adiantava, ela era o contrário do que um dia pensou querer ser.
          Ela sonhava acordada e andava com os pés no chão (do seu mundo), ela acreditava nas pessoas, nos sentimentos e no amor, aquele mesmo amor que de tanto acreditar chegava a incomodar. E mesmo sofrendo um pouquinho mais por ser assim, ela resolveu finalmente esquecer o outro.
            E como há anos não fazia, eu levantei, me olhei no espelho e sorri. 

:) 

sexta-feira, 9 de março de 2012

é hora de dar tchau

Depois de um namoro de 9 anos e 7 meses, todo mundo, até eu, pensava que era complicado dizer "acabou". No início, eu não quis acreditar, (era impossível pensar que tinha acabado, só pensava no que EU tinha feito de errado). Até que finalmente você entende que amor não se explica e que ele não é muito racional. E então o seu ex par se apaixonou e está feliz, sorrindo, e está com alguém que o faz bem. E o que eu posso desejar? Que sejam felizes, que não se completem, que se transbordem de tanto amor e carinho.

E eu? Bem, finalmente estou aprendendo a me amar, já estava em tempo né?

Sonhadores


Quando é que irá descomplicar hein?

:(